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Resiliência e os seus múltiplos benefícios para a alcançar objetivos e fortalecer a saúde emocional.



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Para atravessar, em relativo estado de equilíbrio todas as mudanças que os atuais tempos nos solicitam, precisamos, sem dúvida de muita resiliência! Mas, de que trata a resiliência? É uma competência? Um traço de personalidade? Pode ser aprendida? Faz parte das competências socioemocionais? A resposta é Sim para todas as perguntas acima. Disso, acho que todos já sabemos. No entanto, como começamos a cultivar essa tal “senhora” dona resi? Para começar, a Resiliência é uma competência que se constitui em oito componentes. Se você cuida de um ou de alguns deles, por consequência e irradiação, você alavanca os demais, aumentando e fortalecendo sua capacidade de atravessar momentos adversos, extraindo deles lições e aprendizagens que lhe tornarão mais apto a superar adversidades futuras. Ou seja, a resiliência pode te fortalecer, aprimorar sua visão de mundo, lhe dar mais repertório emocional, te tornando mais forte e competente.

Estamos falando sobre uma força que te alavanca para frente e para cima. No entanto, não basta ter saído do outro lado da adversidade para se dizer resiliente. Não basta ter sobrevivido aos reveses da vida. Muitas pessoas sobrevivem às adversidades, mas tornam-se amargas e criam para si crenças limitantes, tornando seu mindset mais fixo e com mais restrições como forma de barreiras para evitarem sofrer de novo. Quem poderá julgá-las? Sofrer é complexo, porém, inevitável na nossa atual condição humana. É claro que para crescer não é necessário sofrer (tá aí uma crença muito comum e bem limitante). Também em um mundo desigual como o nosso, há muitas formas de sofrimento que são inaceitáveis, sobretudo com as inúmeras descobertas científicas e recursos que já temos. O que digo, é que nas experiências individuais, sofrer é parte do processo para ampliarmos nossa mente e adquirirmos capital emocional. Desde Freud, nos primórdios da Psicanálise que já sabemos que crescer é igual a ser frustrado para sairmos das fantasias narcísicas e egocentradas, certo? Uma desilusão aqui, uma rejeição ali, uma frustração acolá. Algo que se deseja muito não acontece do jeito que a gente queria, enfim. É desta sorte de sofrimentos que falo. Então, se não aprendermos sobre como desenvolver e cultivar a resiliência, repetiremos as situações na vida, sofrendo e sofrendo. Isso não é ser resiliente, mas teimoso(a). Numa abordagem mais positiva, sabemos já que a resiliência fomenta o amor ao aprendizado, o desejo de superação, a coragem de arriscar-se e, consequentemente, é um grande combustível para a alta performance em diversas situações de sua vida, sobretudo no campo do trabalho. Não à toa, as organizações buscam com afinco pessoas resilientes para contratar e promover, sendo um tema sempre presente nos processos de desenvolvimento e capacitação. Vamos então observar os oito componentes da Resiliência!

  • Autoconfiança- é sobre a confiança que se tem de que você é capaz de lidar com as adversidades e obstáculos que surgirem. Não é sobre se acha o tal não, viu?

  • Otimismo- é uma crença de ser capaz de experimentar bons resultados e boas colheitas na vida. É uma forma de explicar as adversidades da vida considerando circunstâncias e não que estas são culpa ou merecimento seu.

  • Direção com Propósito – é quando se caminha na vida com um senso de direção e se compromete com ele. Tem-se uma causa, um porquê e o persegue.

  • Adaptabilidade – é a capacidade de ajustar-se às circunstâncias que aparecem. Ajusta-se a ótica e o comportamento para colher melhores resultados diante de mudanças.

  • Criatividade – acreditar que se é capaz de encontrar boas soluções para os desafios que se estabelecem.

  • Orientação para desafio – a pessoa aprecia os desafios que surgem e veem neles oportunidades de aprender e se melhorar. Não se trata de gostar ou procurar desafios, mas, de entender que estes fazem parte e que, portanto, não resistem a eles.

  • Controle emocional – administrar suas reações emocionais, mantendo a calma e escolhendo com adequação, a melhor respostas nas situações de alto estresse, sem se desgastar demasiadamente com isso.

  • Busca por apoio- Não se esquivar de pedir apoio e ajuda aos outros para solucionar situações difíceis e aceitando a mesma com boa vontade, sem sentir-se inadequado por isso.


Importante saber que já existem diversos assessments disponíveis no mercado que poderão lhe ajudar a mensurar e trabalhar estes diferentes componentes e que um bom coach ou mentor(a) estão também disponíveis para lhe ajudar com isso. Bem, se você gostou deste artigo, me deixa saber e fica comigo porque falaremos de cada uma delas. Também posso te ajudar, através de mentoria, consultoria e treinamentos, a desenvolver cada uma destas tendências individualmente, no seu time ou para sua organização. E quem sou eu? Sou Lucimar Delaroli, psicóloga, coach e mentora de líderes e de profissionais de RH business partner, trabalhando com desenvolvimento Humano há mais de 30 anos e mudadora de mundos. Me chama e vamos juntos!

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