Buscar
  • lucimar875

Como o monitoramento do trabalho remoto contribui para a qualidade de vida dos trabalhadores?



Desde quando decidi publicar meu livro sobre RH Business Partner*, em 2019, dediquei um capítulo inteiro ao tema People Analytics e convidei o Thales Tinte Jurado Cerqueira para trazer um case sobre o tema, de tão relevante o assunto já era.

Agora que o trabalho remoto chegou para ficar e onde, segundo estudos recentes publicados na Forbes, 69% das empresas americanas estão integrando dados para gerir pessoas; bem como 78% dos executivos brasileiros já consideram os analytics uma ferramenta das mais importantes para fortalecer as marcas empregadoras na crise e após a crise, não há maios para onde o profissional de Gestão de Pessoas e as lideranças fujirem!

Aprender a usar (bem) as tecnologias como aliadas nas tomadas de decisão sobre comportamento humano é uma necessidade e um grande diferencial de empregabilidade e atuação estratégica.

Como os analytics ajudam a coletar, organizar, analisar dados sobre o comportamento dos colaboradores ajudando e embasando a tomada de decisão sobre resultados, performance e saúde mental. Mensurar e entender o que torna os colaboradores mais engajados, mais produtivos, mais felizes são alguns dos aspectos que os peoples analytics podem esclarecer. E já há inúmeros estudos e casos ilustrando a resolução de problemas, o direcionamento dos investimentos e esforços, a prevenção de perdas de talentos. Enfim, o P.A chegou para ficar assim como o trabalho remoto. Não há outra alternativa de sucesso. Aliás, as empresas que ainda virem o investimento em data analytics como custo, estão fadadas ao insucesso no médio e longo prazo.

No entanto, nem tudo são flores e trabalhar com ferramentas e dados não transforma tudo num passe de mágica! Os algoritmos, o Machine Learning, a inteligência artificial, entre outros, são ferramentas, são meios de tornar visível e tangível o que, muitas vezes, já se sabia e estava "invisível" – as barreiras a performance e a felicidade. No entanto, ter respostas e entender não são a mesma coisa que mudar. Mudar requer: projeto, intenção, responsáveis, orçamento, persistência, tolerância ao erro, cultura de aprendizagem... Temos que caminhar juntos no mindset das pessoas e na criação e gestão da tecnologia.

Os benefícios precisam ser justos para todos: organização, times, colaboradores, fornecedores e sociedade. Os P.As podem e devem tornar nossa empresa e o mundo um lugar mais equânime, mais humano e mais próspero para todos e não mais um instrumento a favor da manipulação e da concentração de privilégios na mão de poucos que se beneficiarão às custas de muitos.

Vamos falar mais sobre isso?

Como seria para você saber que seu trabalho e seus comportamentos estarão sendo coletados, analisados, cruzados a outros dados- inclusive ás suas redes sociais, a fim de identificar padrões que permitam as empresas ver quais comportamentos são funcionais e disfuncionais, o que é causa e o que é efeito de uma boa ou má performance?

Filmes como “O círculo” e “O homem que calculava”, bem como documentários como “O dilema das redes” nos trazem exemplos e reflexões (não pouco apaixonadas) da realidade das possibilidades das interações homem x máquina. Assistam, vejam meu livro e me contem aqui a que conclusões você chegou. Vou adorar saber.

*Meu Livro: Bora mudar uns mundos? Formação de Consultor Interno de RH, tornando sua atuação mais estratégica , 2020 Ed. Clube da Cultura.

Quer saber o que as pessoas falam do meu livro? Depoimentos de quem comprou e adorou!







1 visualização0 comentário

Posts recentes

Ver tudo