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Você já ouviu falar do Languishing?


O languishing tem sido traduzido para o português como “abatimento” ou “definhamento”, uma vez que a palavra languidez não é muito conhecida por aqui. Trata-se de uma espécie de anestesiamento.


O termo foi criado em 2002, por Corey Keyes, sociólogo americano, e refere-se às pessoas que não estão deprimidas, mas também não florescem.


A Ipsos, empresa de pesquisa de mercado, fez um estudo sobre saúde mental , em abril 2021, com mais de 1000 americanos acima de 18 anos e 21% deles se declaram vivenciarem o languishing. A neurocientista Thais Gameiro, concorda que “esse sentimento está acometendo muitas pessoas ao mesmo tempo”.

Profissionais que estão em languishing, apesar de manterem a produtividade estável, se sentem anestesiados.

Após o estresse contínuo causado pelo momento da pandemia e suas incertezas e mudanças, passaram a sentir o vazio constante. Pessoas que vivem sozinhas, mantendo pouco contato corporal com outras pessoas e seguindo rotinas muito rígidas, são as principais candidatas ao “definhamento”.


Mesmo não sendo uma patologia reconhecida pelos compêndios de Transtornos Mentais, o definhamento tem alta probabilidade de trazer consequencias à saúde: acelerar ou desencadear doenças psicossomáticas, transtornos de ansiedade, transtorno de estresse pós traumático e até depressão.


Diferente do tédio ou do boreout, o launguishing não traz tédio, traz anestesiamento. A pessoa não se importa e nem percebe que vive em um estado desprazeroso. A produtividade não é afetada, 86% dos entrevistados em outro estudo, afirmaram estarem produtivos, no entanto, trabalham no “piloto automático”, o que afeta sobretudo, o trabalho em equipe e os da geração millenials.



As organizações podem e devem apoiar com diversas ações de saúde mental: definindo metas que envolvam o bem-estar psicológico, programas de educação sobre o tema, monitoramento de riscos psicológicos nas equipes, sensibilização e qualificação dos times de RH e líderes para inclusão do tema no dia a dia e oportunizando espaços de convivências, retorno ao trabalho presencial de forma equilibrada.


O languashing não surgiu com a pandemia e não irá embora com ela. Veio para ficar e deve ser tema de olhar, foco e discussões dentro dos ambientes organizacionais, visando prevenção e cuidado.

Fonte: Você RH- Edição 78


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E quem sou eu? Sou Lucimar Delaroli, psicóloga, coach e mentora de líderes e de profissionais de RH business partner, trabalhando com desenvolvimento Humano há mais de 30 anos e mudadora de mundos. Me chama e vamos juntos!

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