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Vamos falar sobre Otimismo e Positividade Tóxica


Em tempos tão conturbados e disruptivos como o que vivemos no mundo e no Brasil nestes anos de 2021, conhecer e se dedicar ao cultivo e ao fortalecimento de seu Otimismo, é uma atitude não só sábia como necessária. Quem não está carecendo de ter um tanto mais de otimismo para atravessar estes tempos, não é mesmo?

Vamos começar esclarecendo o que não é otimismo. Não é negar a realidade, nem torcer ardentemente por um final feliz, sem mexer um dedo para construir isso. Não é se sentir inadequado por não estar bem o tempo todo. Não é sobre não ter medo do futuro ou sofrer por ele.

Otimismo é um traço de personalidade e é também uma competência que pode ser aprendida e ensinada.

Há inúmeras pesquisas que evidenciam o quanto as pessoas mais otimistas têm melhores resultados na vida: seja em seu bem-estar, nos relacionamentos, nas conquistas de objetivos, na superação de adversidades, enfim. Os benefícios do otimismo afetam nossa autoestima e nossa autoconfiança; nossa resiliência; nossa capacidade de vivenciar emoções agradáveis e positivas (desfrutar a vida); é, também, a forma com que vivenciamos experiências de sucesso; protege nossa saúde mental na medida em que nos torna confiantes de que podemos superar os reveses da vida, nos dá esperança porque passamos a entender que não importa quais sejam os problemas, eles sempre são temporários, porque encontraremos alguma forma de nos adaptar, contornar ou resolver a situação.


Então, o otimismo, é uma crença de que somos merecedores e capazes de experimentar bons resultados na vida. Uma competência que ajuda a analisar e buscar alternativas para sair de situações desagradáveis, ou seja, perceber-se tendo recursos e estando no protagonismo de sua vida. Refere-se também a forma como explicamos às adversidades em nossa vida- de uma forma externa, específica e passageira. Por fim, trata de uma expectativa de que coisa boas nos aguardam no futuro.

Por ser uma competência que pode ser aprendida, precisamos olhar para nossa história. Quantas coisas aconteceram e como fomos ensinado ou estimulados a perceber que podemos sempre fazer algo para mudar as circunstâncias.

Quando uma pessoa percebe que é capaz de mudar seu rumo, ela se empodera e aprende a resiliência e o otimismo. Quando ela se percebe impotente diante das adversidades– seja por fatos ou apenas a forma como vivenciou- ela aprende o desamparo ou o vitimismo. Ela desiste ou não se vê com recursos para lidar com os acontecimentos de sua vida (vide o conceito de desamparo aprendido, de Martin Seligman).

Daí, termos dois tipos de otimismo: o otimismo aprendido, que é este que se refere aos fatos desagradáveis do passado e a maneira como agimos para impedi-lo ou revertê-los. Este tipo de otimismo, é apoiado em 3 pilares que você pode treinar em sua mente e em seu emocional:

· a maneira como você explica o que lhe aconteceu. Aconteceu porque a vida é assim, com sua imprevisibilidade- não trata de um castigo, ou algo que eu fiz por merecer. Trata de circunstâncias de vida, que ocorrem com todo mundo e que não aconteceram por eu ser quem eu sou.

· a visão de algo específico – a perda de um emprego, que afeta sim minha vida, mas que há outras possibilidades de me reerguer: tenho minha família, minha saúde, minha experiência.... Não permito que este aspecto de minha vida afete minha vida toda. Não generalizo, apesar de me sentir triste e desesperançoso em muitos momentos, compreende?

· O terceiro aspecto, é que se trata de algo temporário. Ou seja, em breve conseguirei outro emprego, ainda no exemplo dado ou outra fonte de renda. Desde que eu aja. Mantenha a perseverança e vá em busca de ajuda e oportunidades. Neste ponto, o otimismo se liga a esperança e a fé.

Há ainda o otimismo disposicional, que é uma teoria do Michael Scheier e do Charles Caver, ligado aos eventos futuros. A disposição de se crer merecedor de coisas boas no futuro. Liga-nos então, com a perseverança e a autoconfiança.

Como anda seu otimismo disposicional? E suas explicações sobre o porquê coisas ruins lhe advieram?

Cuidado, por fim, com a positividade tóxica. Esta ideia que nega a realidade da vida e nossas vulnerabilidades, e que leva muitas pessoas a se sentirem pressionadas a estar sempre bem. A sempre mostrar uma vida de Instagram, negar suas fraquezas e dores. Ser otimista não te impede de viver momentos ruins. Apenas de ajuda a lidar melhor com eles e extrair bons aprendizados para o futuro. Otimistas ficam menos deprimido e se curam mais rapidamente, mas não são blindados. Pense nisso. Negar sua vulnerabilidade e pregar autoajuda para quem está num momento ruim, não é otimismo. É positividade tóxica.


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E quem sou eu? Sou Lucimar Delaroli, psicóloga, coach e mentora de líderes e de profissionais de RH business partner, trabalhando com desenvolvimento Humano há mais de 30 anos e mudadora de mundos. Me chama e vamos juntos!

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