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Comunicação assertiva, a arte de se dizer o que se quer dizer


Pesquisa realizada pelo Grupo Catho, com 13.600 trabalhadores, trouxe à tona questões já conhecidas por todos os profissionais que estão atuando nas organizações e, sobretudo, aos que estão em busca de uma nova oportunidade de entrar ou retomar o mercado de trabalho: “aquele técnico excelente, que alcança todas as metas, mas não fala ou se relaciona com ninguém, não existe mais!”.


A pesquisa traz ainda, “A cada ano, as empresas estão descobrindo que não basta ser excelente tecnicamente, é preciso também que o profissional seja maduro emocionalmente e que tenha flexibilidade de se adaptar às mudanças; capacidade de trabalhar em equipe e manter um bom relacionamento com os colegas; gerar resultados efetivos; ser assertivo; ser ético; entre outras coisas. E isso vale para todas as áreas.”


Estes dados, reafirmam a importância da Conexão, soft skill pra lá de importante, que e fundamental no mundo B.A.N.I., portanto, da capacidade de Influenciar e Persuadir e construir resultados em grupos. O profissional que se prepara com afinco tecnicamente, dominando ferramentas e conceitos de sua área de atuação, continua em destaque, mas não terá carreira longa e ascendente se não trabalhar suas competências comportamentais e dentre elas, a comunicação!


Trabalhar em equipe, olhar sistemicamente sua área, ver como se conecta com as demais, construir pontes entre diferentes departamentos, lidando e administrando com diferentes estilos de pessoas, em diferentes níveis hierárquicos, são habilidades vitais desde um estagiário até ao principal dirigente da empresa. Fazer resultados em ambientes complexos de concorrência acirrada, com clientes exigentes e que demandam mais e mais valor agregado para assegurar seu lugar no mercado, é o cenário em qualquer empresa no Brasil e no mundo.

Para aperfeiçoar cada vez mais suas habilidades interpessoais, é preciso primeiro estar aberto e flexível para entender e trabalhar com diferentes realidades, pontos de vista e estilos interpessoais. Isso requer humildade, flexibilidade e inteligência emocional. Juntos, somos capazes de encontrar as melhores soluções para os problemas organizacionais. Quem pretender fazer isso sozinho estará fadado a ser a andorinha solitária querendo fazer o verão. Pessoas se influenciam e motivam pelo que ajudam a construir. Portanto, influência e persuasão, tem relação direta com envolver a todos na construção das alternativas de solução. Garantir a todos o direito de se colocar, ser ouvido e participar da solução, fazem parte do ambiente psicológico seguro*. Não temos mais espaço para egos inflados e donos da verdade. Quem assim age, fica falando sozinho.

*(vide artigo sobre o tema em https://www.ldelaroli.com/post/você-está-preparado-para-ser-sincero)



A capacidade de alinhar sua comunicação verbal (o que é dito) a não verbal (o que o corpo, o tom de voz e as expressões faciais) é um fator que gera confiança, credibilidade e empatia.

55% de nossas mensagens são transmitidas de modo não verbal. Entre o que você fala com a voz e o que expressa com seu corpo, fique certo de que a segunda é muito mais verdadeira e é o que marca o seu ouvinte e cria a ressonância e torna o ambiente saudável.

Desta forma, se você deseja tornar-se um profissional mais e mais qualificado, crescer em sua área de atuação e manter sua empregabilidade em alta, construindo um ambiente positivo ao seu redor, sugiro cuidar com dedicação e afinco às suas habilidades interpessoais. Ser interessado para ser interessante. Construir pontes. Ser um agente de solução. Não existe outro caminho! Ou você muda na direção que melhor lhe convém ou alguém ou algo irá mudá-lo.


Experimente as comunicações ATIVAS e CONSTRUTIVAS, vide o trabalho da Shelly Gable**

**Shelly Gable, Ph.D. em Psicologia Social e da Personalidade na Universidade de Rochester, suas pesquisas se concentram na motivação, regulação da emoção, relacionamentos íntimos e emoções positivas. Detentora de vários prêmios, que a levou a desenvolver o modelo de Resposta Ativa e Construtiva

Consiste em ouvir com atenção e interesse o que as pessoas estão lhe dizendo e interagir positivamente com elas, fazendo perguntas, expressando seu entusiasmo, valorizando o empenho e a dedicação do outro referente ao assunto que ele lhe traz. Mantenha o foco na pessoa. Não fale sobre si. Evite competir tentando contar algo que lhe aconteceu e que foi semelhante ou mais interessante do que o que a pessoa traz.

Exemplo: Alguém te conta sobre uma reunião difícil e você tenta “resolver” os problemas que ela narrou com sugestões do que ela deve fazer; ou ainda você a “consola” dizendo que isso é assim mesmo e que todos passam por isso – o que diminui ou desconsidera o que ela está sentindo. Ou ainda, você conta um caso seu “ Ah, eu também, na semana passada...”.

Nas respostas Ativas, você diz ao outro que está entendendo e empatiza com o que ela sente: “Nossa, reuniões difíceis são mesmos desgastantes” e procura fazer uma construção positiva, dando-lhe crédito e autonomia de que saberá conduzir as coisas da melhor maneira, por exemplo: “e como você pretende resolver esta situação?” Ou “ e nas próximas reuniões sobre este tema, o que você fará?”.

Mantenha-se atento ao outro e demonstre sua conexão e parceria para estimulá-lo a ser protagonista de suas ações.


Se você gostou deste texto, me deixa saber e me ajuda a distribuí-lo por sua rede, compartilhando. Inclusive, durante esta semana eu abordo temas diversos em posts diários nas redes sociais.

E quem sou eu? Sou Lucimar Delaroli, psicóloga, coach e mentora de líderes e de profissionais de RH business partner, trabalhando com desenvolvimento Humano há mais de 30 anos e mudadora de mundos. Me chama e vamos juntos!

Posso te apoiar com treinamento para líderes e RH, rodas de conversa, palestras de promoção de saúde emocional e ambiente psicológico seguro, autoconhecimento com assessment de perfil ou mentoria. Bora mudar seu mundo?



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